SAÚDE

Muito além do prato, veganismo e vegetarianismo envolvem escolhas e cuidados com a saúde

Foto Divulgação

 

No dia 1º de novembro é celebrado o Dia Mundial do Veganismo, uma data que busca chamar atenção para um estilo de vida que não envolve apenas alimentação, mas também a preocupação com os animais e o meio ambiente. Apesar de muitas pessoas confundirem veganismo com vegetarianismo, existem diferenças entre os dois.

 

Segundo a nutricionista Ariani Gronevalt, a principal diferença é o que o vegetarianismo está relacionado a alimentação, enquanto o veganismo vai além disso.

 

O vegetariano não consome nenhum tipo de carne, mas, dependendo da escolha alimentar, pode continuar consumindo ovos, leite e derivados. Já o vegano exclui todos os alimentos de origem animal, incluindo mel, e também evita produtos como roupas de couro e cosméticos testados em animais.

 

Ariani explica que, apesar dos possíveis benefícios, deixar de consumir carne não significa necessariamente ter uma alimentação saudável. “Ser vegetariano ou vegano não significa, necessariamente, ter uma alimentação saudável”, destaca.

 

Segundo ela, quando a alimentação é baseada em produtos industrializados e ultraprocessados, mesmo sendo de origem vegetal, podem apresentar baixa qualidade nutricional. Por isso, é importante manter uma alimentação equilibrada e variada.

 

Quando bem planejada, essa alimentação pode trazer benefícios, como melhorias nos níveis de colesterol e de açúcar no sangue. Para quem deseja se tornar vegetariano ou vegano, a nutricionista orienta que a mudança pode acontecer aos poucos, facilitando a adaptação.

 

O principal cuidado é substituir corretamente os alimentos de origem animal, garantindo que o organismo continue recebendo proteínas, vitaminas minerais e a energia necessária.

 

Ariani reforça que o acompanhamento nutricional é importante para que a alimentação seja planejada conforme as necessidades de cada pessoa. A nutricionista também acredita que a preocupação com a saúde, o bem-estar dos animais e os impactos ambientais da produção de alimentos estão entre os motivos que levam cada vez mais pessoas a escolher esse estilo de vida.

 

No entanto, destaca que não é necessário excluir alimentos de origem animal para ter uma alimentação saudável. O mais importante é manter o equilibro, a variedade e a qualidade dos alimentos consumidos.

 

Mudança alimentar

Michele Dariz conhece essa realidade desde muito cedo. Ela conta que nunca gostou muito de carne e que, ainda criança, já evitava vários tipos. Durante algum tempo, consumia apenas peito de frango bem passado, mas deixou de comer ainda na adolescência. “Eu nunca gostei muito de carne, desde criança. Mas eu consumi peito de frango até a adolescência. Depois não consegui mais comer”, relata.

 

Michele lembra que, no final dos 1980 e início dos anos 1990, a mãe já preparava alternativas para que ela pudesse se alimentar sem carne, como pizza de queijo e milho, pastel de queijo e pastel de proteína de soja.

 

Ela conta que não teve dificuldades para deixar de consumir carne, pois foi algo que aconteceu naturalmente. Na época, o maior desafio era encontrar opções de lanches fora de casa. 

 

Atualmente, Michele afirma que sua alimentação é semelhante à de qualquer outra pessoa, apenas sem carne. Ela também conta que prefere consumir leite de soja e que manteve seus hábitos alimentares durante a gravidez do filho, há 11 anos.

 

Sobre possíveis comentários negativos, Michele afirma que não costuma enfrentar esse tipo de situação, pois acredita que cada pessoa deve ter liberdade para escolher sua alimentação. “Cada um come o que quer, e está tudo bem. Nunca impus a minha dieta a ninguém, nem à minha filha”, afirma.

 

Inclusive, ela conta que sua filha consome carne desde pequena, mesmo que ela própria não faça essa escolha. Para Michele, o principal motivo para não consumir carne é o sentimento que tem pelos animais. “Eu tenho compaixão pelos bichos! Então eu jamais voltaria a comer carne”, destaca.

 

Ela também considera positiva a decisão de quem deseja se tornar vegetariano ou simplesmente diminuir o consumo de carne, mas reforça a importância de manter uma alimentação variada e respeitar as escolhas de cada pessoa. 

 

Michele ainda chama a atenção para uma confusão comum: pessoas que dizem ser vegetarianas, mas continuam consumindo peixe. Ela lembra que o vegetarianismo exclui todos os tipos de carne, inclusive peixes e frutos do mar.

 

O Dia Mundial do Veganismo também é uma oportunidade para esclarecer dúvidas e mostrar que, independentemente da escolha alimentar, o mais importante é cuidar da saúde, buscar informações e respeitar as diferenças.

Data: 01/11/2026 - 09:31

Fonte: Iana Moura

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