CULTURA

Depois de movimentar R$ 500 mil, FLIC renova expectativas de expositores para segunda edição

Economia criativa na primeira edição da FLIC, em 2025 (Foto Divulgação/Felipe Granville)

 

Os resultados positivos da primeira edição da Feira Literária de Carazinho (FLIC) aumentaram as expectativas de artistas, artesãos e empreendedores para o evento deste ano. Em 2025, a feira movimentou pelo menos R$ 500 mil, conforme dados divulgados pela organização durante o lançamento da segunda edição, que será realizada de 6 a 13 de novembro, na Gare, em Carazinho.

 

Mais do que incentivar a leitura, a FLIC também se consolidou como um espaço para a divulgação de trabalhos artísticos e artesanais, a aproximação com novos públicos e a geração de negócios. Para 2026, os expositores preparam novidades e esperam repetir ou superar os resultados alcançados no ano passado.

 

Entre os participantes está Rodrigo Hirt, da Mix Antiguidades, que levará ao evento livros, antiguidades e itens do sebo, com preços especiais. Para ele, a feira representa uma oportunidade de ampliar a visibilidade do empreendimento e contribuir para a valorização da cultura. “É uma excelente oportunidade para nós divulgarmos o antiquário e sebo da Mix Antiguidades. Pelo sucesso que foi o ano passado, este promete ser melhor ainda, um marco para Carazinho e região”, destaca.

 

Rodrigo também ressalta a importância econômica, educacional e cultural da FLIC, especialmente para os profissionais e empreendedores que atuam no setor cultural.

 

Variedade para a segunda edição

Outra participante que retorna à feira é Janaína Bueno, da Jana Artesanatos. Para esta edição, ela prepara uma variedade de produtos de papelaria criativa, como cadernos, agendas, adesivos, calendários, canecas, bolsas para livros e chaveiros. A principal novidade serão os bottons, com temas relacionados à feira, animes, jogos e grupos musicais. O empreendimento também disponibilizará kits de lembranças da FLIC, reunindo produtos personalizados com a identidade do evento.

 

Para Janaína, a feira permite apresentar ao público produtos que nem sempre alcançam a mesma visibilidade nas redes sociais, além de possibilitar novos contatos e oportunidades de negócios. “É uma oportunidade para a gente fechar novas vendas, tanto durante a feira quanto posteriormente. Também vemos isso como um incentivo à nossa cultura local e, principalmente, ao trabalho dos artesãos”, afirma.

 

A expectativa é superar os resultados de 2025, quando a FLIC esteve entre os eventos de maior volume de vendas do empreendimento em Carazinho. “Foi a feira em que mais vendemos em Carazinho. Foi muito boa para nós. Então, a expectativa é que neste ano a gente talvez consiga até dobrar o valor das vendas”, relata.

 

A artista Rafaela Santos também estará novamente na FLIC. Participante da primeira edição, ela destaca a experiência positiva, tanto pelos resultados comerciais quanto pela oportunidade de integração com a comunidade. “Foi simplesmente incrível. Não sou da cidade, moro aqui há dois anos e meio, mas já me sinto parte da comunidade. Então, fazer parte desse movimento cultural, que parece estar perdendo força ultimamente, foi engrandecedor”, conta.

 

Neste ano, Rafaela levará peças artesanais em cerâmica fria, mandalas autorais e uma coleção de telas inspiradas em orixás do candomblé e da umbanda. A artista também realizará uma oficina de dobraduras de papel inspiradas em poemas de Mário Quintana e Vinicius de Moraes.

 

Para ela, participar novamente da feira representa uma oportunidade que ultrapassa a comercialização de produtos. “Acho que minha maior motivação é poder fazer parte de algo grandioso. A FLIC movimenta a cidade, a economia, mas também movimenta as pessoas. Mostrar minha arte, estar inserida no meio cultural e conhecer pessoas são inúmeros motivos, mas a sensação de fazer parte de algo é a principal”, destaca.

 

Novos participantes apostam na produção autoral

Além dos expositores que retornam após a experiência de 2025, a segunda edição da FLIC também contará com novos participantes. Entre eles está o Ojo Ateliê, idealizado pelas artistas Fer Silva e Fiva Goellner. 

 

O projeto teve início em Porto Alegre, onde as artistas participaram de feiras e espaços de produção independente, como o Brique da Redenção. Atualmente instalado em Carazinho, o ateliê concentra sua produção em peças de cerâmica. 

 

Para a estreia na FLIC, serão apresentados trabalhos autorais, incluindo objetos utilitários, artísticos e sonoros, produzidos manualmente e em pequena escala. “A feira surgiu como uma oportunidade de levar o Ojo para além do ateliê e apresentar nosso trabalho a um público diferente. Gostamos de participar de iniciativas que valorizam a produção autoral e promovem encontros entre pessoas que criam, produzem e acreditam na força da economia local”, destacam as artistas.

 

Além da exposição e comercialização das peças, Fer e Fiva pretendem divulgar as oficinas oferecidas pelo ateliê e estabelecer contatos que possam gerar oportunidades após o encerramento do evento. “Claro que as vendas são muito importantes, porque sustentam a produção artesanal, mas acreditamos que uma feira também é um espaço de troca, de descobertas e de construção de relações que podem continuar depois do evento”, afirmam.

 

Com diferentes propostas e experiências, os expositores chegam à segunda edição da FLIC com expectativas positivas, impulsionadas pelos resultados do ano passado. Além da movimentação financeira, a feira representa uma oportunidade de ampliar a visibilidade da produção local, aproximar artistas e consumidores e fortalecer a economia criativa de Carazinho. 

 

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Data: 16/10/2026 - 12:17

Fonte: Iana Moura

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