GERAL
Caso de idosa com dívida expressiva na Corsan/Aegea repercute em Carazinho e Executivo anuncia ações jurídicas
Foto Arquivo/O Correspondente
Repercute desde ontem (1º) em aplicativos de troca de mensagens e nas redes sociais um vídeo de uma moradora idosa de Carazinho que chora na agência física da Corsan/Aegea, depois de ter seu fornecimento de água cortado. O motivo para a interrupção é uma dívida de cerca de R$ 13 mil com a empresa. O caso chegou à prefeitura que tem se mobilizado para ajudar a família da moradora. Ontem mesmo a primeira-dama Paula Santos e a secretária de Planejamento Munira Awad foram até a residência dela para prestar apoio.
De acordo com Paula Santos a água da idosa já foi religada mediante uma negociação com a Corsan/Aegea. O prefeito João Pedro acionou a Defensoria Pública e também se manifestou sobre o caso, afirmando que a empresa "extrapolou todos os limites em Carazinho. Já desisitimos de qualquer acordo amigável e já estamos tramitando todas as ações jurídicadas cabíveis para a gente fazer o enfrentamento".
Resposta da Corsan ao Correspondente
A Corsan esclarece que não existe uma fatura única no valor de R$ 13 mil. O valor mencionado corresponde ao somatório de débitos acumulados ao longo do tempo, entre faturas em aberto e parcelamentos anteriores não quitados integralmente.
A Companhia informa que, desde 2024, foram realizados quatro parcelamentos para viabilizar a regularização da situação da cliente. Nos acordos anteriores, houve pagamento da entrada, mas sem a quitação das parcelas seguintes, o que fez com que os valores pendentes fossem reincorporados ao saldo devedor, juntamente com novas faturas geradas no período.
A Corsan mantém política de negociação de débitos justamente para possibilitar que clientes com pendências regularizem sua situação de forma administrativa. Dentro desse procedimento, a usuária foi novamente atendida, teve os débitos reparcelados e o abastecimento restabelecido.