CULTURA

Em livro lançado recentemente, professora de Carazinho reflete sobre fé e auto conhecimento

Foto Mara Steffens/O Correspondente

 

A professora Mônica de Oliveira, atualmente coordenadora do Museu Olívio Otto, de Carazinho, lançou na Feira do Livro de Carazinho a obra "Fé, Graça e Desgraça". O livro teve boa repercussão, tanto que ela já planeja uma reimpressão e pensa em seguir escrevendo sobre a temática. 

 

Para O Correspondente, a professora que é autora de obras infantis, contou sobre como surgiu a ideia de escrever sobre fé, que para ela, independe de credo religioso. "A ideia vem de vários questionamentos que eu tenho, que eu tive a minha vida inteira. Eu sempre fui muito leitora, estudei sociologia, filosofia, sou professora da área das humanas e me criei na igreja. Então esta questão de fé e ciência ela está comigo sempre. Então eu sempre analisei: 'por que tem pessoas que sofrem? Pessoas boas que sofrem. Pessoas boas que se esforçam, e por que tem pessoas, às vezes que não se esforçam muito, que acabam se dando bem na vida? Por que tem pessoas que vivem na miséria, e tem pessoas que vivem na riqueza? Não pensei só do na questão social, mas também pela questão mental, pela questão de crença, pela questão cultural", conta.

 

Mônica reflete que a fé pode ser bênção, quando focada em coisa boas, mas também pode ser desgraça, se direcionada para o negativo. "Por exemplo: por que às vezes tem tantas pessoas, os países, que mais rezam, as vezes os mais religiosos, são os que mais tem conflitos, sofrimento, guerras, e em outros não não tem. Então pesquisei, estudei e coloquei no livro. Fé é o que você acredita, então ela pode ser a tua graça, ela pode te transmitir coisas boas, você enfrenta apesar das dificuldades. Por outro lado, pode te trazer desgraça. Independente do que você acredita, se aquilo ali é verdadeiro ou não... Aí vem aquela história do pessimista, porque o pessimismo é uma fé, é uma fé contrária, se você acreditar que algo não vai dar certo, você não vai nem tentar porque sabe que não vai dar certo", coloca. 

 

A autora vendeu muitos exemplares na Feira do Livro e mesmo depois do evento a procura tem sido intensa. Questionada se "Fé, Graça e Desgraça" é um livro de autoajuda, Mônica informa que sim. "Acho que todo livro é de autoajuda e esse também é. Ele busca mais da fé e o auto conhecimento. Não é um livro religioso, ele não trás uma questão de proselitismo, de dizer que essa é a coisa certa a se fazer. Ele trata de experiências, de exemplos de pessoas boas, de vários lugares que com suas dificuldades cresceram e foram atrás por sua fé, e outras que não deram nada certo, também por sua fé. É um livro de auto ajuda, mas que busca através da razão, da filosofia, e da análise", conclui. 

Data: 04/12/2025 - 15:41

Fonte: Mara Steffens

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