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"O empreendedorismo feminino é um movimento de voz, autonomia e presença", destaca diretora do núcleo na CDL Carazinho

Foto Divulgação

 

O empeendedorismo feminino no Brasil atingiu um recorde histórico em 2024. De acordo com o Sebrae, em todo o país são mais de 10,35 milhões de mulheres à frente de negócios. O número representa 34% dos empreendedores brasileiros. 
 
Elas estão especialmente no setor de serviços, sendo que a maioria atua sozinha em seus negócios, apesar de haver um aumento de 30% nas que geram empregos entre 2021 e 2022. Desafios como acesso a crédito, sobrecarga do trabalho doméstico e menor representatividade em cargos de liderança persistem, mas o mundo digital tem sido um grande aliado, oferecendo novas oportunidades. 
 
Em Carazinho, algumas entidades de classe percebem a grande representatividade feminina nas empresas. Além daquelas organizações que são comandadas por elas, muitas outras possuem mulheres em cargos de chefia. Associação Comercial e Industrial - ACIC e Câmara de Dirigentes Lojistas - CDL mantém núcleos específicos de atuação e de apoio às mulheres empreendedoras. 
 
A psicóloga Kaciele Oliveira é a diretora do Núcleo da Mulher Empreendedora da CDL e destaca que empreender não é somente construir um negócio. "A mulher que se desafia abre caminhos onde antes havia silêncio. Empreender, para nós, não é apenas construir negócios — é assumir o protagonismo da própria história, reconhecer a própria força e transformar potência em realidade. Cada passo dado, mesmo os mais incertos, reafirma nossa coragem de ocupar espaços, criar possibilidades e sustentar sonhos que impactam famílias, comunidades e gerações", afirma.
 
Ainda para ela, "o empreendedorismo feminino é um movimento de voz, autonomia e presença. É a força que nasce do cotidiano, da resiliência e da visão sensível que só o olhar feminino consegue trazer. Quando uma mulher decide empreender, ela não só cresce: ela inspira. Ela abre portas para outras mulheres cruzarem. Que este dia nos lembre que seguimos firmes, unidas e capazes de ir além — sempre. A força feminina não se pede, se expressa. E quando se expressa, transforma". 

Data: 19/11/2025 - 09:00

Fonte: Mara Steffens

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