ESPORTES
Dirigentes, torcedores ou gestores?
Foto Divulgação
NÃO IMPORTA se a cadeira presidencial está em alguma sala do Beira Rio ou da Arena. Os desafios são exatamente os mesmos: não gastar e ganhar títulos. Pagar títulos se fala muito mas pouco se faz. Pelo contrário, a cada temporada novos e novos títulos são gerados e não quitados. Tornou-se uma prática comum, quase que solidificada e abençoada com o famoso NÃO DÁ EM NADA, o sucessor que quite.
A CBF, por seu novo Presidente, divulgou ontem um Projeto de Farplay Financeiro, obrigando que até 2029 as equipes não devam nada uma para as outras. Aliás, sites especializados divulgam números assustadores, na maioria das vezes negados ou contestados pelo Dirigentes mas que, sabe-se, existem, inclusive em formas mascaradas para escapar de Auditorias de Conselhos ou até mesmo dos órgãos públicos fiscalizadores.
NOSSA DUPLA tem jogado para longe muitos e muitos compromissos, com seguidas cobranças públicas e outras narrativas que sempre são motivos de zoação pela parte adversária, o que, diga-se de passagem, é uma característica do torcedor gaucho: MELHOR PRÁ MIM O QUE FOR DE RUIM PARA VOCÊ e vice-versa. Analistas esportivos, com critérios, tem ouvido Conselheiros de ambos os lados, ficando exaltados e preocupados com aquilo que lhes são repassados para divulgação: situações alarmantes, preocupantes e que levam a pensar e a indagar: O QUE PODE SER FEITO?
NESSAS HORAS quem está do lado de cá do balcão mas que, por ser torcedor exigente, busca aqui e acolá explicações ou esclarecimentos, justamente para ter uma base daquilo que é prometido e daquilo que efetivamente irá ser levado a efeito. Para esse ponto crucial, o mandatário número um passa a ser alçado a gestor exclusivamente e perde o senso de torcedor. Agir com a razão e não com a emoção? o torcedor aceitará esse paradigma? complicado né.
TEM INVESTIDORES capazes de suportar empréstimos regulares mas necessários apenas para o dia-a-dia, uma contratação aqui, outra acolá e alguma folha de pagamento pendente. Mas no patamar da Dupla, com dívidas em torno de 800 milhões de reais, realmente a situação assusta e exige equilíbrio financeiro, até porque a entrada de recursos nos últimos anos tem sido benevolente, mas, infelizmente, os gastos desequilibrados tem sido escancarados e condenados.
NO CAMPO DAS IDÉIAS milagrosas muito se ouve, mas a realidade fática é bem diferente. Não importa se o Presidente colorado tem um ano pela frente ainda, enquanto que o tricolor entrega o bastão no próximo dia 08 de dezembro. O atual do Inter quanto o novo Gremista terão, com toda certeza, um ano tenebroso e de muita coordenação como Gestores e não como Torcedores, pena de se afundarem em seus próprios propósitos e promessas. O torcedor está atento, interessado, desconfiado mas muitas vezes é confiante, acredita que tudo vai melhorar.
NEM SE COGITA um tropeço de qualquer um dos lados na Série A do Brasileirão, porque, daí sim, o abismo será inevitável e, de repente, incontrolável.
Data: 13/11/2025 - 07:55
Colunista: Gilberto Augusto KamphorstFonte: Gilberto Augusto Kanphorst