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Familiares de casal vítima de acidente de trânsito em Carazinho fazem manifestação
Foto Mara Steffens/O Correspondente
Uma cena comoveu quem acompanhou até o final o desfile farroupilha ontem (20), na Avenida Flores da Cunha em Carazinho. Depois que a última entidade tradicionalista passou em frente ao Altar da Pátria, familiares e amigos de Emanuelly Lopes Pereira e Péricles Mattos dos Santos fizeram uma manifestação.
Com camisetas e balões brancos, seguravam cartazes lamentando o acidente e pedindo justiça. Há exatamente uma semana, o casal e o filho de 5 anos viajavam em um Fiat Siena pela BR 285, em direção a Passo Fundo, quando sobre a ponte do Rio Glória foram atingidos por uma Fiat Toro. Emanuelly e Péricles não resistiram e a criança foi hospitalizada com uma fratura no braço e recebeu alta dias depois.
De acordo com as forças de segurança pública que atenderam a ocorrência, o condutor da Toro, um homem de 50 anos, que também recebeu atendimento médico, apresentava sinais de embriaguez, mas teria se recusado a realizar o teste do bafômetro. Ele foi preso em flagrante e depois a prisão foi convertida em preventiva.
Elton Pereira, pai de Emanuelly, conversou com a imprensa e contou que a filha e o genro planejavam a compra de um apartamento, mas não tiveram a chance de ingressar no imóvel. Sobre a data do acidente, ele revelou que eles estavam em Carazinho para comemorar o aniversário da mãe dela. “Infelizmente na volta (para casa) eles sofreram este acidente. Infelizmente teve que ser em cima da ponte, e não tiveram a chance de desviar para lado nenhum. Nosso coração está apertado, mas a gente só tem que pedir justiça, com cabeça no lugar e os pés no chão”, colocou.
Pereira salientou que a família concentrará esforços nos cuidados do neto. “Precisamos pensar no Davizinho. É uma relíquia que temos. Vamos batalhar para ele ser alguém na vida. Mostrar para os pais dele, lá de cima, que ele será um menino bom, um rapaz responsável. Temos que pensar no futuro dele”, salientou, revelando que o garoto sente muito a falta dos pais. “O horário crítico é a noite. Ele pede muito, mas isso vai acalmar com o tempo. Vamos ajudar ele. Temos que levar a vida assim, como tem que ser, desejando o melhor para ele”, disse.
Sobre a manifestação, Pereira destacou que espera por justiça. “Queremos que o culpado pague pelo que fez. Entregamos nas mãos da Justiça. Já perdi um irmão, meu pai e agora minha filha de acidente. Estamos calejados pela vida, mas jamais faremos Justiça pelas próprias mãos. Confiamos em Deus e esperamos que se resolva”, concluiu.
Nossa reportagem entrou em contato com a defesa do acusado, ainda na semana passada, mas não obteve resposta até o momento.
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