POLÍTICA

TRE-RS afirma que urnas encerradas não podem ser reabertas após decisão de prorrogar votação até as 19h

Foto Divulgação

 

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), desembargadora Maria de Lourdes Galvão Braccini de Gonzalez, fez um pronunciamento neste domingo (25), após a divulgação de uma determinação atribuída ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prevê a prorrogação do horário de votação do segundo turno das Eleições 2026 até as 19h em todo o território nacional.

 

Durante a manifestação, a presidente esclareceu que a votação no Rio Grande do Sul transcorreu normalmente até as 17h, horário inicialmente previsto para o encerramento do pleito, sem registro de intercorrências.

 

Um dos principais pontos abordados foi a impossibilidade técnica de reabrir as urnas eletrônicas que já tiveram a votação encerrada e os respectivos boletins de urna emitidos.

 

Segundo a desembargadora, embora as mesas receptoras de votos tenham sido informadas da decisão, não é possível reiniciar a votação eletrônica nos equipamentos que já concluíram o procedimento de encerramento.

 

A presidente também ressaltou que não deve ser realizada qualquer coleta manual de votos após as 17h, afastando essa possibilidade como alternativa para dar continuidade à votação.

 

Outro ponto destacado foi a suspensão temporária da totalização dos votos, em atendimento à determinação da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Ao concluir o pronunciamento, a desembargadora afirmou que o TRE-RS permanece atento às determinações do TSE e do STF, acompanhando os desdobramentos relacionados ao processo eleitoral.

 

Problemas no transporte de eleitores motivaram prorrogação da votação

A decisão atribuída ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a votação até as 19h neste domingo (25), foi motivada por reclamações sobre dificuldades de deslocamento de eleitores, especialmente em municípios da Bahia.

 

A coligação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relatou problemas na oferta de transporte público. Já a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) apontou transtornos causados por chuvas, alagamentos e bloqueios de vias.

 

A medida teve como objetivo garantir que os eleitores prejudicados pudessem exercer o direito ao voto.

Data: 25/10/2026 - 18:05

Fonte: Mara Steffens

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