EDUCAÇÃO
Educação Municipal de Carazinho e Poder Judiciário juntos em iniciativa pioneira
Foto Divulgação
Já está em andamento nas escolas da rede municipal de Carazinho o projeto “Pontes para o Futuro: Educação e Judiciário em Ação”, iniciativa da Secretaria Municipal de Educação de Carazinho em parceria com o Poder Judiciário para aproximar os estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental de conhecimentos relacionados aos seus direitos, deveres e responsabilidades, contribuindo para a formação de cidadãos conscientes, participativos e comprometidos com uma sociedade baseada no respeito e na convivência democrática.
Na proposta, as escolas recebem um dos juízes da Comarca para essa interação, podendo ser tanto o juiz Diretor do Fórum de Carazinho, Dr David Reise Gasparoni, quanto os juízes Dr Abel dos Santos Rodrigues, Dr Márcio Cesar Monteiro e Dr Marcel Andreata de Miranda.
Conforme a Secretária de Educação, Elisabete Roessler de Medeiros, o projeto foi proposto pela advogada e vereadora Juliani Pinzon Pontes, que intermediou o contato com o Judiciário, e a iniciativa busca estabelecer pontes entre a escola, os estudantes, as famílias, a comunidade e o sistema de Justiça, fortalecendo ações preventivas e educativas e contribuindo para que os adolescentes compreendam que conhecer seus direitos também significa reconhecer e respeitar os direitos dos demais.
Por meio de encontros com representantes do Poder Judiciário, são abordados, de forma acessível, dialógica e adequada à faixa etária, temas como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), direitos e deveres, bullying, cyberbullying, respeito às diferenças, convivência escolar, violência, conflitos, consequências dos atos praticados e responsabilização diante de condutas que possam violar direitos ou ferir a dignidade do outro.
Para o Dr David Gasparoni, a iniciativa é bastante positiva, e ele conta que após receber a equipe da SMEC que propôs a parceria, houve o entendimento de que precisavam se engajar, ter esse contato com os alunos, desmistificar a figura do Juiz de Direito, levar informações sobre responsabilização penal juvenil, que no Brasil inicia aos 12 anos, fato que muitos desconhecem. “A experiência tem sido muito positiva, essa interação, poder ter o contato, ouvir o que os alunos tem a dizer, e parabenizo a equipe de educação municipal pelo projeto”, ressaltou.
O projeto não tem prazo para terminar, é realizado conforme a disponibilidade de horários dos juízes, e poderá ser ampliado para abranger também as famílias dos estudantes, no futuro.