CULTURA
Com trajetória dedicada ao tradicionalismo, Vilson Pilger é indicado a Gaúcho Destaque em Carazinho
Foto Divulgação/Arquivo Pessoal
Uma trajetória de quatro décadas dedicada a valorização da cultura e das tradições gaúchas fez com que Vilson Pilger fosse indicado como Gaúcho Destaque este ano. A homenagem será oficializada durante a Semana Farroupilha, em setembro. O reconhecimento celebra uma caminhada marcada pela participação ativa no movimento tradicionalista e pelo trabalho em defesa dos costumes do Rio Grande do Sul.
A ligação de Pilger com o tradicionalismo começou em 1986, quando foi convidado a participar do programa Roda de Chimarrão, do CTG Pedro Vargas. A iniciativa conta, há 40 anos ininterruptos, com a colaboração da Madeireira Pilger, da qual ele é proprietário.
Ao falar sobre a homenagem, Vilson destaca que recebeu a escolha com alegria e humildade. Para ele, o reconhecimento também pertence às pessoas que fizeram parte de sua trajetória ao longo dos anos. “Recebo com muita alegria e humildade a indicação e a escolha como Gaúcho Destaque. Agradeço a todos que reconheceram minha caminhada e, principalmente, a todos que estiveram ao meu lado ao longo desses anos, pois nenhuma conquista é construída sozinha”, ressalta.
Grande parte de sua história dentro do tradicionalismo foi construída no CTG Alfredo D’Amore. Em 1993, integrou a primeira patronagem da entidade e, depois de exercer diferentes funções, assumiu sua condução em 1997. Continuou participando das atividades artísticas e culturais e, entre 2005 e 2011, voltou a conduzir a entidade. Atualmente, segue colaborando e atuando na defesa e preservação do tradicionalismo.
Para ele, uma das principais responsabilidades de quem mantém viva a tradição é garantir que os conhecimentos sejam repassados às novas gerações. “Temos o dever de preservar nossos usos e costumes e de transmitir às novas gerações os conhecimentos, os valores e as riquezas que recebemos de nossos antepassados”, afirma.
Pilger também defende a realização de oficinas, palestras e atividades culturais que aproximem crianças e jovens das tradições gaúchas e reforcem a identidade regional. A mensagem deixada por ele às futuras gerações é para que os costumes não sejam deixados de lado com o passar do tempo.“Não permitam que os modismos façam desaparecer aquilo que nos identifica. Somos gaúchos e temos uma cultura rica e única”, recomenda.
Entre os símbolos e manifestações que representam essa identidade, Pilger cita o chimarrão, o churrasco, a chula, o bugio, a indumentária, a lida campeira e os fandangos. Ele reforça o desejo de continuar contribuindo para que as raízes do Rio Grande do Sul permaneçam vivas. “Que possamos continuar honrando nossas raízes com humildade, respeito e orgulho, mantendo viva a chama do tradicionalismo e transmitindo esse legado ás gerações que virão. A todos, o meu muito obrigado e um abraço do tamanho do Rio Grande”, finaliza.