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Feira Solidária das Mulheres reúne 45 expositoras e fortalece empreendedorismo feminino em Carazinho

Foto Divulgação

 

A Feira Solidário das Mulheres, promovida pela ONG ADGM+, completa pouco mais de um ano de atividades em Carazinho. A iniciativa começou no dia 10 de maio de 2025 e atualmente reúne 45 expositoras, oferecendo espaço para mulheres que buscam renda, visibilidade e também maior convivência social.

 

A secretária da ONG e coordenadora da Feira Solidária das Mulheres, Maria Eduarda Giacomet, explica que o projeto tem como principal objetivo a inclusão social, o empoderamento feminino, o apoio ao comércio local e o fortalecimento de redes entre as participantes.

 

A feira é voltada principalmente para mulheres que empreendem dentro de casa, produzindo ou comercializando alimentos, artesanatos, cosméticos, peças de costura e outros produtos. Entre os itens encontrados estão pães, bolos, cucas, cueca virada, pastéis e massas congeladas, biscoitos, tortas, artigos para chimarrão, amigurumis, crochê, tricô, sabonetes, velas artesanais e geleias caseiras.

 

Segundo Maria Eduarda, não há cobrança para participar. “Não temos nenhuma burocracia, nenhum custo. Basta ter vontade de participar”, destaca. As interessadas podem entrar em contato com a coordenação para integrar o grupo. Durante o inverno e também nos dias de chuva, a feira acontece no Quiosque da Praça Central, todos os sábados, das 8h às 15h.

 

Mais do que um espaço para comercialização, a iniciativa acabou se tornando um ponto de encontro e acolhimento entre as mulheres. Maria Eduarda conta que um dos principais resultados percebidos desde o início é justamente a união entre as expositoras. “Costumo dizer que é o dia da nossa terapia. A gente vende, canta, dança, conversa, desabafa, compra uma da outra e fortalece vínculos. Isso não tem preço”, relata.

 

Entre as participantes estão mulheres que enfrentam diferentes situações de vulnerabilidade, que não se limitam a questão financeira. O grupo também acolhe mulheres que enfrentam depressão ou outras doenças, além de mães atípicas que encontram na feira uma oportunidade de convivência e interação.

 

Ao mesmo tempo, há expositores que já possuem mais independência financeira por meio de seus próprios negócios e atuam como fortalecedoras e incentivadoras das demais mulheres.

 

Por enquanto, a proposta é continuar realizando a feira todos os sábados. Conforme Maria Eduarda, também existem planos de ampliar as atividades futuramente, com a realização de cursos e oficinas voltados as participantes. 

Data: 10/08/2026 - 16:56

Fonte: Iana Moura

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