CULTURA
Após recital de sucesso, Turma de Canto Popular busca novo espaço para manter atividades em Carazinho
Foto Divulgação
O sucesso do recital "O Show da Terra", realizado no Teatro do Sesc, marcou mais um importante capítulo da Turma de Canto Popular Coletivo Lendário em Carazinho. Porém, após a apresentação, o grupo passou a enfrentar um novo desafio: encontrar um espaço para continuar oferecendo aulas gratuitas de canto à comunidade.
As aulas aconteceram durante o último ano no ateliê da artista Eliana dos Santos, mãe de um dos alunos da turma, Francisco Lubian. O espaço foi cedido de forma voluntária, permitindo que o projeto se desenvolvesse sem custos com aluguel.
Agora, o local passará por reformas e será destinado a outra finalidade, fazendo com que a turma precise buscar um novo endereço.
Idealizador da turma, professor e responsável pelo projeto ao lado da esposa, a produtora cultural Kássia Castoldi Ficagna, Luiz Freitas explica que a iniciativa faz parte da Coletivo Lendário Produções, produtora independente que atua em diferentes segmentos da cultura.
"A Coletivo Lendário Produções organiza eventos e aulas de diversas manifestações artísticas com a ideia de levar cultura gratuita para a população sempre que possível. Quando isso não é viável, buscamos oferecer atividades a um custo acessível."
Segundo Luiz, a turma de canto é totalmente gratuita e não gera qualquer lucro. "Não cobramos pelas aulas e não temos verba para locar um espaço. Todo o trabalho é realizado de forma voluntária."
Atualmente, o projeto conta com 11 alunos e, após a repercussão positiva do recital, recebeu mais três inscrições. Com isso, a expectativa é retomar as atividades em setembro com 14 participantes. As aulas são abertas para todas as idades. Hoje, os integrantes têm entre 18 e 35 anos, mas não há limite de idade para participar.
Sem um novo local, entretanto, o projeto poderá ser interrompido. “Quando a turma começou, éramos apenas seis pessoas e as aulas aconteciam na minha casa. Hoje isso já não é mais possível, porque o grupo cresceu.”
O grupo procura um espaço que comporte até 25 pessoas, pensando na ampliação da turma e na participação da banda de apoio durante os ensaios. A única necessidade é um ambiente com energia elétrica. Caso o local tenha cadeiras e uma mesa, será um diferencial.
Embora as aulas retornem apenas em setembro, o ateliê deixará de estar disponível já no mês de agosto, tornando urgente a busca por um novo espaço.
Mais do que garantir um local para os ensaios, encontrar uma nova sede significa assegurar a continuidade de um projeto que promove acesso á formação artística e fortalece a produção cultural em Carazinho. A expectativa é sensibilizar a comunidade, empresas e instituições para que a iniciativa possa seguir transformando vidas por meio da música.