GERAL
Conscientização sobre violência contra idosos é tema de palestra em Carazinho
Foto Iana Moura/O Correspondente
O Sesc Carazinho promoveu uma palestra de conscientização sobre a violência contra a pessoa idosa em alusão ao Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado em 15 de junho. A atividade reuniu participantes do programa Maturidade Ativa, grupos dos CRAS e comunidade em geral, na tarde de hoje (15).
A coordenadora do programa Maturidade Ativa, Gabriela Citolin, destacou que a iniciativa busca promover o envelhecimento ativo, a socialização e a qualidade de vida dos idosos, além de conscientizar a população sobre a importância da prevenção de todos os tipos de violência.
A palestra foi ministrada pela assistente social Juara Oliveira, que abordou os principais tipos de violência praticados contra idosos, como violência física, psicológica, financeira, patrimonial, institucional, sexual, negligência e abandono.
Segundo Juara, os casos mais frequentes observados em sua atuação profissional envolvem violência financeira, psicológica e patrimonial. "São diversas situações de dor, tristeza, abandono e, muitas vezes, pessoas idosas pedindo socorro", disse.
A assistente social também alertou par os sinais que podem indicar que um idoso está sofrendo algum tipo de violência. “O idoso geralmente fica mais isolado, mais calado, demonstra tristeza, perde o interesse pelas atividades e até pela alimentação. Precisamos estar atentos a esses sinais”, acrescentou.
Juara ressaltou ainda que a família tem papel fundamental na proteção da pessoa idosa, garantindo seus direitos, cuidados com saúde, alimentação, higiene e administração correta dos medicamentos.
Outro dado apresentado durante o encontro chamou a atenção para a realidade do acolhimento institucional no município. Atualmente, Carazinho mantém parceria com o Recanto São Vicente de Paulo para acolhimento de idosos. Hoje, 56 idosos são atendidos por meio dessa parceria, que garante assistência, cuidados e acompanhamento para pessoas que necessitam de acolhimento institucional. Segundo informações apresentadas na palestra, existe ainda uma lista de espera significativa para encaminhamento ao Recanto, demonstrando a crescente demanda por atendimento e proteção a população idosa.
Por fim, a profissional reforçou a importância da denúncia. “Muitas violações não deixam marcas visíveis, mas o idoso demonstra sinais através do comportamento e da postura. Um olhar atento pode fazer toda a diferença”, sintetizou.
Em casos de suspeita ou confirmação de violência contra idosos, a população pode buscar ajuda pelos seguintes canais:
Disque 100 – denúncias de violações de direitos humanos;
Brigada Militar – 190 – para situações de emergência ou risco imediato;
Delegacia de Polícia;
Ministério Público;
CRAS, CREAS e Secretaria Municipal de Assistência Social.
A denúncia pode ser anônima e é fundamental para garantir a proteção e os direitos da pessoa idosa.
Para orientações e esclarecimentos sobre o tema, a assistente social Juara Oliveira também disponibiliza atendimento pelo telefone (54) 9 9630-2510 e pelo Instagram @juara_oliveira
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