SAÚDE
Secretaria da Saúde de Carazinho emite nota técnica desmentindo informações sobre precariedade no acondicionamento de vacinas
Foto Divulgação
Está sendo divulgada para a população Nota Técnica (leia abaixo) assinada conjuntamente pela Secretária Municipal de Saúde de Carazinho, Carmen Santos, pela Responsável Técnica da Vigilância Epidemiológica Márcia Helena Smaniotto, pelo Diretor da Vigilância Sanitária, Marcos Luciano Rocha, e pelo Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Carazinho Ari Antunes da Silva, com a verdadeira situação sobre as vacinas disponibilizadas à comunidade, após a veiculação de vídeo nas redes sociais que denuncia as condições em que as doses são acondicionadas. O assunto foi pauta de entrevista da equipe técnica ao Correspondente no início da manhã de hoje (27), e que você pode assistir nas nossas redes sociais.
Conforme o documento, todas as medidas recomendadas para conservação das vacinas tem sido tomadas, de modo que, até o presente momento, não houve necessidade de descarte de vacinas por quebra da cadeia de frio, não existindo qualquer comprometimento da segurança ou da eficácia dos imunobiológicos disponibilizados à população.
Inclusive, com o objetivo de fortalecer a Rede de Frio Municipal, o Conselho Municipal de Saúde aprovou, ao final do mês de março, a aquisição de quatro câmaras de conservação de imunobiológicos com capacidade de 50 litros.
Porém, o Projeto de Lei nº 041/2026 que foi encaminhado ao Poder Legislativo Municipal para autorização orçamentária no dia 07 de abril de 2026 teve sua tramitação prolongada em razão de pedido de vistas, sendo aprovado somente em 11 de maio de 2026, o que impactou diretamente o cronograma inicialmente previsto para aquisição dos equipamentos. Mesmo diante desse cenário, todas as medidas necessárias para garantir a continuidade segura da vacinação foram adotadas pela Secretaria Municipal da Saúde.
Ainda conforme as informações da Nota Técnica, “Paralelamente aos desafios operacionais enfrentados pelos serviços de saúde em todo o País, Carazinho também sofre os reflexos da crescente circulação de informações falsas e desinformação relacionadas às vacinas. A campanha de vacinação contra a Influenza teve início em 28 de março de 2026. Até o momento, entre os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, foram vacinadas 7.316 pessoas, de um total de 17.721 indivíduos elegíveis, correspondendo a uma cobertura vacinal de apenas 41,28%. Esse percentual está muito abaixo do necessário para garantir proteção coletiva adequada e reduzir hospitalizações, complicações e óbitos decorrentes da doença”.
Falas como as veiculadas recentemente sobre as vacinas, feitas de forma incompleta, sem dados que possam gerar a abertura de sindicância de apuração, gerando desconfiança entre as equipes, sem identificação de envolvidos ou locais, prejudicam as campanhas de vacinação e afastam o público da proteção necessária para que priorizem sua saúde.
Por esse motivo, a Nota termina ressaltando que “Vacinar-se é um ato de proteção individual, mas também de responsabilidade coletiva. Quanto maior a cobertura vacinal, menor será a circulação do vírus e maior será a proteção das pessoas mais vulneráveis. Fazemos também um apelo especial àqueles que exercem influência na comunidade e possuem voz pública e responsabilidade social. Que essa influência seja utilizada para orientar, esclarecer e incentivar a vacinação, contribuindo para a proteção da vida e para o fortalecimento da saúde coletiva. Em um momento em que a desinformação pode custar vidas, cada manifestação pública deve ser pautada pela responsabilidade, pelo compromisso com a verdade e pelo respeito às evidências científicas”.
"NOTA TÉCNICA SOBRE A CONSERVAÇÃO DE IMUNOBIOLÓGICOS E A CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA A INFLUENZA EM CARAZINHO
A Secretaria Municipal da Saúde e Vigilância Sanitária de Carazinho vem a público prestar esclarecimentos à população acerca das condições de armazenamento dos imunobiológicos no município e reforçar a importância da vacinação contra a Influenza, especialmente entre os grupos prioritários.
No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a execução das ações de imunização é regulamentada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), instituído pela Lei Federal nº 6.259/1975 e regulamentado pelo Decreto Federal nº 78.231/1976, cabendo aos municípios garantir a adequada conservação, armazenamento e distribuição dos imunobiológicos.
Em razão de intercorrências técnicas identificadas em algumas câmaras de conservação de imunobiológicos utilizadas na rede municipal, foi contratada empresa especializada para realização de manutenção preventiva, calibração e diagnóstico técnico dos equipamentos instalados nas Estratégias Saúde da Família (ESF’s) e na Central Municipal de Vacinas. A avaliação técnica ocorreu nos dias 5 e 6 de maio de 2026 e contemplou as 16 câmaras de imunobiológicos existentes na rede municipal.
O laudo técnico apontou que seis equipamentos apresentavam algum tipo de inconformidade técnica. Desses, duas câmaras foram consideradas irrecuperáveis, necessitando substituição, enquanto quatro equipamentos demandavam manutenção corretiva. Duas dessas câmaras já foram consertadas e calibradas, restando apenas a substituição das gaxetas (borrachas de vedação), procedimento que depende da aquisição das peças específicas, atualmente em andamento por meio de processo de dispensa de licitação.
Importante esclarecer que, conforme orientação formal da empresa responsável pela manutenção, os dois equipamentos que necessitam desta substituição podem permanecer em funcionamento até a conclusão dos reparos, desde que observados rigorosamente os protocolos de monitoramento da temperatura e remoção diária da formação de gelo. Essas orientações foram imediatamente repassadas pela Vigilância Epidemiológica às equipes de enfermagem das Unidades envolvidas.
Para assegurar a manutenção da qualidade e da eficácia das vacinas, a Secretaria Municipal da Saúde adotou medidas complementares de segurança. Diariamente, as vacinas são transportadas da Central Municipal de Vacinas até essas Unidades de Saúde em caixas térmicas apropriadas, com monitoramento contínuo da temperatura. Ao final do expediente, os imunobiológicos retornam à Central de Vacinas.
Esse procedimento segue as diretrizes estabelecidas pelo Manual da Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, que determina a conservação dos imunobiológicos em temperaturas entre +2°C e +8°C durante todas as etapas de armazenamento e transporte.
Além disso, cada Unidade realiza o registro diário da temperatura em planilhas específicas, cujos dados são monitorados pela Vigilância Epidemiológica. Qualquer alteração fora da faixa recomendada implica a imediata suspensão do uso das vacinas envolvidas. Caso seja identificado comprometimento da cadeia de frio, os imunobiológicos são recolhidos e submetidos à avaliação técnica, podendo ser descartados conforme os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
Até o presente momento, não houve necessidade de descarte de vacinas por quebra da cadeia de frio, não existindo qualquer evidência de comprometimento da segurança ou da eficácia dos imunobiológicos disponibilizados à população.
Com o objetivo de fortalecer a Rede de Frio Municipal, o Conselho Municipal de Saúde aprovou, ao final do mês de março, a aquisição de quatro câmaras de conservação de imunobiológicos com capacidade de 50 litros.
O Projeto de Lei nº 041/2026 foi encaminhado ao Poder Legislativo Municipal para autorização orçamentária no dia 07 de abril de 2026, porém, teve sua tramitação prolongada em razão de pedido de vistas, sendo aprovado somente em 11 de maio de 2026, o que impactou diretamente o cronograma inicialmente previsto para aquisição dos equipamentos.
Mesmo diante desse cenário, todas as medidas necessárias para garantir a continuidade segura da vacinação foram adotadas pela Secretaria Municipal da Saúde.
Paralelamente aos desafios operacionais enfrentados pelos serviços de saúde em todo o País, Carazinho também sofre os reflexos da crescente circulação de informações falsas e desinformação relacionadas às vacinas.
A campanha de vacinação contra a Influenza teve início em 28 de março de 2026. Até o momento, entre os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, foram vacinadas 7.316 pessoas, de um total de 17.721 indivíduos elegíveis, correspondendo a uma cobertura vacinal de apenas 41,28%.
Esse percentual está muito abaixo do necessário para garantir proteção coletiva adequada e reduzir hospitalizações, complicações e óbitos decorrentes da doença. O cenário torna-se ainda mais preocupante diante da confirmação de dois óbitos por Influenza A (H3N2) no município, ambos em pessoas pertencentes a grupos prioritários para vacinação.
Diante desse cenário, a Vigilância Epidemiológica do município já está efetuando ações pontuais nos territórios com menor resposta à campanha de vacinação, visando estimular a população dos grupos prioritários a procurar a imunização o mais breve possível.
Informações incorretas, especulações e narrativas que geram medo ou desconfiança sem respaldo técnico comprometem esses esforços de proteção coletiva e podem contribuir para a redução das coberturas vacinais, aumentando a exposição da população às doenças imunopreveníveis.
A Secretaria Municipal da Saúde e Vigilância Sanitária, a Vigilância Epidemiológica, a Vigilância Sanitária e o Conselho Municipal de Saúde reafirmam seu compromisso com a transparência, a segurança dos imunobiológicos e a proteção da saúde da população. Neste momento, é fundamental que o debate público seja pautado por informações técnicas, evidências científicas e responsabilidade social.
Fazemos um apelo especial aos idosos, gestantes, crianças de seis meses a menores de seis anos e demais grupos prioritários para que procurem as unidades de saúde e atualizem sua vacinação contra a Influenza. Vacinar-se é um ato de proteção individual, mas também de responsabilidade coletiva. Quanto maior a cobertura vacinal, menor será a circulação do vírus e maior será a proteção das pessoas mais vulneráveis.
Fazemos também um apelo especial àqueles que exercem influência na comunidade e possuem voz pública e responsabilidade social. Que essa influência seja utilizada para orientar, esclarecer e incentivar a vacinação, contribuindo para a proteção da vida e para o fortalecimento da saúde coletiva. Em um momento em que a desinformação pode custar vidas, cada manifestação pública deve ser pautada pela responsabilidade, pelo compromisso com a verdade e pelo respeito às evidências científicas.
A saúde pública é construída com trabalho técnico, compromisso institucional e confiança da população. Somente com a união de esforços entre gestores, profissionais de saúde, lideranças comunitárias, instituições e cidadãos será possível ampliar a proteção da nossa comunidade, reduzir o sofrimento causado por doenças preveníveis e preservar vidas.
Carmen Santos
Secretária Municipal da Saúde e Vigilância Sanitária
Márcia Helena Smaniotto
Responsável Técnica da Vigilância Epidemiológica
Marcos Luciano Rocha
Diretor da Vigilância Sanitária
Ari Antunes da Silva
Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Carazinho"