EDUCAÇÃO

Eduardo Leite sanciona reajuste de 5,4% retroativo a janeiro sobre o piso do magistério estadual; CPERS destaca que valor não contempla toda a categoria

Foto Arquivo/O Correspondente

 

O governador Eduardo Leite sancionou nessa quinta-feira (9/4) o reajuste de 5,4% sobre o piso do magistério público estadual. Os novos valores serão pagos de forma retroativa a 1° de janeiro na folha salarial em folha complementar nesta quarta-feira (15/4). O aumento atualiza a remuneração dos profissionais da educação no Rio Grande do Sul conforme percentual definido pelo governo federal em janeiro deste ano.

 

Leite afirmou que a sanção do reajuste do piso do magistério representa mais do que um aumento pontual, consolidando uma trajetória de valorização construída desde 2019. “Quando assumimos, os professores recebiam pouco mais de R$ 2,5 mil e ainda dependiam de completivo salarial para alcançar o piso. Hoje, o salário de entrada para um professor com licenciatura supera R$ 5,3 mil, com crescimento acima de 100% e pagamento em dia. Esse avanço só foi possível porque o Estado recuperou o equilíbrio fiscal e passou a ter capacidade de investir nas pessoas”, destacou.

 

Adélia Menezes, diretora do 37º Núcleo do CPERS sediado em Carazinho, diz que o reajuste anunciado é em relação ao aumento do piso nacional que o Governo Federal estabeleceu, através de Medida Provisória. "O Governo Eduardo Leite não coloca a realidade. Ele encaminhou o projeto estabelecendo que o aumento seria pago aos professores contratados, que estão ativos, pros ativos que não tem mais parcelas de redutibilidade e para os aposentados que teriam direito por terem se aposentado por paridade, ele pagará somente para quem não tem mais parcelas de redutibilidade. Essa parcela é acumulo de valores que somamos ao longo da carreira com triênios e formações. Cada vez que ele faz aumento do piso, ele desconta de quem ainda em parcela. Ou seja, ficaram fora do aumento, todos os professores aposentados com paridade, os funcionários de escola e os colegas que ainda tem parcelas", coloca. 

 

A professora também contesta o argmento de que nenhum profissional da educação ganha menos que o piso. "O problema é que o piso virou teto, ele paga para alguns o que seria direito de todos e encaminha para a Assembleia esta proposta. Vários deputados fizeram emendas para beneficiar toda a categoria, mas com a força da base, é votado a preferência de projeto do Governo, o que exclui a possibilidade de discussão das emendas", lamenta. 

Data: 11/04/2026 - 09:25

Fonte: Mara Steffens

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