GERAL
Políticas de Crédito como Vetor de Desenvolvimento Econômico
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As políticas públicas de crédito vêm ganhando destaque como ferramenta de transformação econômica, sobretudo em contextos onde a inovação, a sustentabilidade e a geração de empregos são prioridades governamentais. A ideia central é simples, porém ousada quando proposta com juros zero: oferecer capital a custo zero para determinados setores, reduzindo drasticamente a barreira financeira para investimentos estratégicos. Mas, por trás dessa proposta aparentemente benéfica, existe uma série de fatores econômicos, fiscais e sociais que precisam ser analisados com cuidado.
Ao contrário do crédito subsidiado tradicional, no qual o governo reduz parte da taxa de juros, o crédito com juros zero elimina completamente o custo financeiro para o tomador. O governo, direta ou indiretamente, assume esse encargo, possibilitando que empresas ou empreendedores invistam sem a preocupação de pagar mais do que o valor recebido.
Esse tipo de política pode ser implementado por meio de:
•Linhas especiais de fomento: voltadas a micro e pequenas empresas ou setores estratégicos.
•Programas de inovação e sustentabilidade: onde o retorno econômico e social esperado justifica a ausência de juros.
•Fundos garantidores e parcerias público-privadas: reduzindo o risco para bancos e facilitando a concessão dos recursos.
No Brasil, algumas experiências isoladas já surgiram, como linhas emergenciais para pequenos negócios durante crises, mas a adoção em larga escala ainda é incipiente. Em Carazinho seria uma boa pedida. “Já ouvimos comentários sobre, esperamos que se concretizem as promessas!”
A principal justificativa para o crédito com juros zero está na correção de falhas de mercado e na aceleração de investimentos. Muitos projetos, especialmente nas áreas de inovação tecnológica, transição energética e infraestrutura social, possuem alto potencial de retorno econômico e social, mas não saem do papel por falta de financiamento acessível.
O crédito sem juros atua como catalisador para:
•Estimular a inovação, pois reduz o risco financeiro para empreendedores.
•Promover inclusão produtiva, apoiando pequenos negócios que não têm acesso a capital de giro.
•Desenvolver setores estratégicos, como energias renováveis, mobilidade elétrica e economia digital.
•Gerar empregos e renda, impulsionando a atividade econômica local e nacional.
Em síntese, trata-se de um instrumento para quebrar o ciclo de baixo investimento e baixo crescimento.
Quando bem direcionado, o crédito com juros zero pode produzir impactos significativos:
•Modernização produtiva; Fortalecimento de startups e pequenos negócios; Desenvolvimento regional equilibrado; Avanços na economia verde.
Apesar dos benefícios potenciais, há o custo disso também. O crédito com juros zero envolve desafios importantes:
•Custo fiscal elevado: o governo precisa compensar o subsídio, o que exige equilíbrio orçamentário e fontes de recursos sustentáveis.
•Risco de mau uso dos recursos: sem critérios claros, empresas podem captar capital barato sem gerar os impactos econômicos e sociais esperados.
•Dependência do Estado: programas prolongados podem criar uma cultura de dependência, desestimulando a busca por eficiência.
•Necessidade de governança robusta: é fundamental monitorar resultados, evitar fraudes e garantir que os investimentos sejam produtivos.
Por isso, a política deve vir acompanhada de mecanismos de avaliação e prestação de contas para assegurar sua eficácia com critérios claros e metas bem definidas.
Contudo, a visão de governo deve ser ampla e perceber que a sociedade não pode acolher em seu guarda chuvas apenas políticas sociais assistenciais de ponta, mas incentivar o empreendedor para que esse desenvolva e crie oportunidades de emprego e devolva o investimento ao estado arrecadador fazendo a economia girar.
O governo tem o desafio de resolver os problemas de hoje e entender os investimentos necessários para oferecer sustentabilidade econômica de desenvolvimento no futuro. Subsidiar o crédito é um Vetor de Desenvolvimento Econômico.
Data: 22/09/2025 - 16:00
Colunista: César MachadoFonte: César Machado